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Deputada Federal Denise Pessôa participa de Congresso de Pesquisadores Negros e Negras da Região Sul em Santa Maria

A deputada federal Denise Pessôa (PT/RS), presidente da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, esteve presente na abertura do VII Congresso de Pesquisadores Negros e Negras da Região Sul (COPENE/Sul 2025), nesta quarta-feira (15), em Santa Maria.

Com o tema “Resistências ao Sul do Sul: Tecendo as Cosmospercepções para o Bem Viver”, o evento reúne a rede articulada pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e diversos núcleos de estudos afro-brasileiros e indígenas, por meio do Consórcio dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABs/NEABIs e correlatos) das Instituições de Ensino Superior do Sul do Brasil e Redes da Educação Básica.


“Aqui se reúnem vozes que, historicamente silenciadas, vêm ecoando com potência, inteligência e ancestralidade”, afirmou a parlamentar, destacando que o tema do congresso é um convite à descolonização do saber e à valorização das culturas negras e indígenas.


A deputada também lembrou da destinação de emendas parlamentares para fortalecer a igualdade racial na região Sul. Entre as ações destacadas, está o repasse de R$ 200 mil à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para o fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR).


A deputada ressaltou ainda a importância da produção de conhecimento feita por pessoas negras e originárias para reescrever a história e transformar a educação no Brasil. Ela mencionou as ações da Comissão de Cultura na valorização da cultura afro-brasileira e indígena, na defesa das leis de ensino de história e cultura africana e afro-brasileira (Lei 10.639) e de ensino de história e cultura indígena (Lei 11.645), e na garantia de recursos para a produção cultural.


Ao final de sua participação, a deputada reforçou o papel do mandato em apoio às lutas do movimento negro. “Resistir no Sul do Sul é também reinventar o Brasil desde suas margens, com a força e a beleza dos que nunca deixaram de sonhar”, concluiu

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